Fisioterapia Veterinária

Tratamento complementar para afecções do sistema músculo esquelético de cães, gatos e cavalos.
A Hands On é pioneira no tratamento intensivo de cães, com instalações totalmente projetadas para atender as necessidades de cães com dificuldade de movimentação devido a paralisias, ou que necessitem de um repouso prolongado como no pós-operatório de cirurgias ortopédicas.
Utilizamos aparelhos de fisioterapia, hidroterapia (com piscina coberta e aquecida), acupuntura, exercícios terapêuticos, estímulos ambientais, adestramento e estudo do comportamento de cada indivíduo; desta forma podemos devolver no processo de reabilitação o máximo de funcionalidade.
Buscamos causar alterações comportamentais tornando o cão mais sociável, principalmente em casos de dor crônica onde temos um padrão de agressividade por defesa já instalado, fazendo com que o animal possa novamente integrar sua família sem ser motivo de preocupações e transtornos.
Atendemos os cavalos no local de origem, tendo por principal objetivo a prevenção e o tratamento de lesões decorrentes do esporte. Auxiliamos no treinamento dos animais e nas competições; as modalidades fisioterápicas aliviam a dor muscular e articular e contribuem para o desempenho atlético, não sendo consideradas dopping pela FEI (Federação Equestre Internacional).
Entre em contato conosco!! Tire suas dúvidas ou agende uma visita!

email: contatohandson@gmail.com

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domingo, 16 de agosto de 2009

Adaptações e inovações na fisioterapia de cães


Um dos desafios na fisioterapia veterinária é o estímulo do paciente para que ele coopere com a terapia e faça movimentos voluntários ou ao menos o esforço para que este aconteça.
Devido a grande capacidade de adaptação dos cães e dependendo do temperamento do animal, muitas vezes estes se habituam com a falta de apoio de um membro, a andar se arrastando ou a ficar no mesmo local. Além disso, os donos com a melhor das intenções tentam oferecer o máximo de conforto possível, levam água e comida, dão carinho e tudo isso em alguns casos realmente faz com que o cão não tenha grande interesse em se movimentar. Importante enfatizar que esse tipo de cuidado é correto e extremamente necessário, mas com a avaliação e auxílio de um profissional da área algumas atitudes podem ser tomadas para fazer com que exista uma motivação maior no cão para andar.
Um de nossos principais objetivos na reabilitação é buscar para cada paciente e situação formas de estímulo que façam com que ocorra além da estímulação por aparelhos e movimentos induzidos, uma colaboração voluntária em que o próprio animal tenta ou faz, mesmo que de forma ineficiente no inicio, movimentos que o levem a ter um retorno funcional da região acometida.
Com esta intenção adaptamos técnicas de treinamento, adestramento, e também técnicas conhecidas na fisioterapia humana para os animais, o importante em todos os casos é descobrir o que fazer para que o cão tenha vontade de realizar o movimento, em casos de atrofias, por exemplo, a dor estará presente no inicio da reutilização da musculatura e é necesário que se utilizem técnicas analgésicas prévias associadas a estímulos para que ocorra uma utilização voluntária do membro afetado.
Em casos de paralisias, a reeducação de postura, o treino de força e coordenação também são imprecindíveis para uma boa recuperação, e se não houver uma colaboração por parte do paciente, o retorno a função é muito mais lento. Na nossa experiência podemos dizer que nesse aspecto cães hiperativos tem uma resposta mais acelerada pois fazem várias tentativas para levantar, enquanto aqueles mais acomodados necessitam de maior estímulo.
Pensando nisso, criamos alguns métodos para estimular os cães, utilizando uma escova de dente vibratória nas patas (foto no alto á esquerda), ocorre a ativação de sensores periféricos de tato e vibração, e se a escova for colocada entre os coxins da pata aciona-se o reflexo de retirada fazendo com que ocorra uma contração da musculatura do membro pélvico ("perna"). Funciona muito bem também no estímulo de articulações, e em geral os cães gostam e até relaxam.
Utilizamos também bolinhas de piscina para criança, em bacias para cães pequenos (foto abaixo na esquerda) ou na piscina em cães maiores, onde através de brincadeiras e petiscos, com o auxilio de sustentação das bolas fazemos com que cães com paresias e paralisias se interessem mais em ficar na posição em estação ("em pé").
Procuramos combinar terapias, como a eletroterapia e a bola (foto no alto a direita), massagens e alongamentos com estímulos induzidos por eletroterapia, técnicas com frio e calor, sempre com o objetivo de causar no paciente um treino não só para o corpo, mas também motivando sua mente a se movimentar, o que é conhecido como estimulo neuromotor.
Com relação ao comportamento dos cães, este é explorado de forma a promover interações e respostas desejadas, temos inclusive algumas cadelas treinadas para estimular outros animais (foto abaixo, á direita), com brincadeiras, sinais de submissão ou simplesmente se comportando de forma calma e controlada, fazendo com que o ambiente se torne seguro e facilitando a manipulação em cães ansiosos, medrosos e agressivos.
Estes são alguns exemplos de esforços que fazemos para ter a cooperação de nossos pacientes caninos, estamos sempre buscando adaptar o tratamento de forma individualizada e orientamos os proprietários de forma que em casa, os estímulos continuem, através de exercícios, brincadeiras e orientações na hora da alimentação e higiene.
Quando realizamos as terapias em equipe, sendo esta composta de fisioterapia, cuidados do veterinário clínico e/ou cirurgião e com a adesão dos donos, temos a certeza de conseguir o máximo de retorno funcional no menor período de tempo possível, promovendo a cura ou uma adaptação para que o companheiro da família possa ter qualidade de vida e interação em seu lar.


sábado, 4 de julho de 2009

Fisioterapia para cavalos : prevenindo lesões e melhorando o desempenho atlético.


Cavalos são atletas altamente exigidos em treinos e principalmente em competições, e um dos desafios para veterinários, treinadores e cavaleiros está em manter a saúde atlética dos animais e ao mesmo tempo aumentar seu desempenho em provas.

A fisioterapia usa técnicas que além de tratar lesões podem através de um programa complementar, prevenir ou perceber o inicio das mesmas antes que manifestações clínicas indesejáveis como claudicações e dores na coluna ou musculares se instalem fazendo com que ocorra uma interrupção no programa de treinamento do cavalo.

A utilização de alongamentos na rotina dos treinos e massagens regulares contribui para o diagnóstico precoce, pois os profissionais treinados nessa prática são capazes de perceber tensões musculares e áreas doloridas, e através do diálogo com o veterinário e o treinador direcionam o treinamento para não ocorrer sobrecarga destas áreas evitando que lesões de esforço repetitivo se instalem.

Aparelhos de eletroterapia podem ser utilizados tanto no aquecimento e preparo da musculatura como na analgesia de dores musculares decorrente do esforço, a utilização desta técnica não é considerada como dopping pela FEI podendo ser utilizada durante o período de competições sem trazer prejuízos para o animal e melhorando a capacidade de contração muscular do mesmo, ou seja, melhorando seu desempenho atlético.

A acupuntura ou a eletro acupuntura podem ser utilizadas como forma de aliviar a tensão e equilibrar o organismo do cavalo durante os treinamentos, funciona também como estímulo neuromotor e proprioceptivo, além de causar a liberação de substâncias endógenas que combatem a inflamação e são potentes analgésicos como endorfinas, dinorfinas e metaencefalinas. Por este motivo, recomenda-se o repouso de 24 h após a aplicação desta técnica e é considerada dopping, não podendo ser realizada em competições.

Exercícios direcionados para alongamento e fortalecimento de grupos musculares específicos também fazem parte desta abordagem terapêutica, muitas vezes os eqüinos trabalham com o corpo de forma inadequada devido à memória de dor de lesões passadas ou por conviverem com alguma lesão crônica. A utilização de técnicas simples de adestramento, ginásticas de salto, treinos proprioceptivos e uma equitação equilibrada fazem a diferença para uma campanha bem sucedida.

Após ocorrer uma lesão existe muito mais a ser feito do que simplesmente soltar o cavalo no pasto. Assim como com atletas humanos um programa de reabilitação adequado e intensivo pode acelerar o processo de recuperação e garantir o retorno seguro as competições.

A capacidade de adaptação dos cavalos atletas é muito grande, e sabemos que as lesões de esforço repetitivo não se instalam rapidamente, elas ocorrem de forma lenta e sua detecção precoce pode fazer a diferença no desempenho atlético de um animal.

O estabelecimento de uma rotina de exercícios, alongamentos e medidas simples como a aplicação de gelo e calor no momento adequado são medidas simples e que se tomadas com o auxilio de um profissional da área podem trazer resultados positivos nas provas e ainda melhorar a qualidade de vida de nossos companheiros no esporte.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Melhore a qualidade de vida do seu cão no inverno.


Com a mudança de temperatura no inverno alguns cuidados devem ser tomados para garantir o bem estar de seu animal de estimação, principalmente se ele tem problemas ortopédicos, como por exemplo dores na coluna, artroses, displasias, fraturas (mesmo já consolidadas), tendinites ou se ele já é considerado idoso.
Algumas medidas bem simples como manter o local em que ele fica durante a noite abrigado de chuva e vento, com algum isolante térmico no chão (um tablado de madeira, cobertor, colchão, caminha própria pra cães ou tapete de borracha), já contribuem para que seu cão não acorde mancando ou deprimido após uma noite de frio. Se o chão é de terra, não é necessário colocar uma cobertura, mas não se aborreça se um buraco for confeccionado como cama...
As roupinhas para cães são uma alternativa para manter o corpo aquecido, mas com exceção dos animais mais velhos ou doentes, elas não são realmente necessárias. Os cães conseguem manter sua temperatura através da camada de gordura e da pelagem que possuem, normamente mais densa e espessa no inverno. 
Algumas pessoas alegam que eles "gostam" das roupinhas. Eu mesma utilizo em meus cães, que se perfilam toda noite para a colocação das mesmas. Na verdade o que ocorre é que todos nós, além da atenção extra ao colocar e tirar as roupas, temos a tendência a fazer uma festa carregada de elogios para eles, e é isto que realmente é apreciado. Não há problema nenhum em vestirmos nossos peludos!
Com relação às dores musculares, ósseas e articulares, estas se intensificam no frio devido a uma sensibilização maior dos receptores para dor presentes na pele e outras estruturas, ou seja, o limiar de dor diminui e muitos problemas que não eram notados passam a ter importância e se manifestam com claudicações (manqueiras), alterações de humor e comportamento, diminuição do nível de atividade, relutância em subir escadas ou ganidos de dor em determinados movimentos, como por exemplo ao se levantar pela manhã.
Além de manter o conforto térmico dos animais podemos utilizar a aplicação de calor local para promover o bem estar e diminuir a dor. Esta deve ser feita através do uso de bolsas de gel ou de água quente; a primeira é melhor aceita pelos cães por ter um peso menor, além de ser encontrada em vários tamanhos, facilitando a adequação ao cão ou à área em que será aplicada. 
Outra forma de aplicação de calor interessante é a lâmpada de luz infravermelha, que pode ser utilizada em casa desde que se tenha a orientação de um especialista na área, pois dependendo do temperamento do cão e se for aplicada de forma incorreta pode causar uma séria lesão de queimadura e também prejudicar os olhos do animal. Quando bem utilizada tem um excelente efeito terapêutico, promovendo analgesia local temporária, relaxamento muscular e aumento da circulação sanguínea local.
Na fisioterapia veterinária temos também o recurso do ultrassom terapêutico no modo contínuo, produzindo calor em estruturas mais profundas; este no entanto é utilizado por profissionais e a área a ser tratada deve ser preparada com a remoção dos pelos, aplicação de gel e às vezes até de medicamentos tópicos para maior efeito analgésico.
A avaliação de um veterinário para determinar a presença de dor e a localização da mesma é essencial e exames complementares como raio-x e ultrassom devem ser realizados sempre que possível para acompanhar o progresso da lesão e planejar o melhor tratamento e manejo para cada caso.
Uma dica muito importante, mantenha seu cão em movimento! Com a idade e os problemas crônicos eles começam a dormir mais e se movimentar menos, principalmente no inverno. A ausência de movimentação articular leva a uma menor produção do líquido lubrificante que o próprio organismo produz (ácido hialurônico), causando maior rigidez, atrito e dor, a musculatura perde tônus e massa, os tendões e ligamentos tem uma diminuição em sua resistência e dessa forma o organismo vai ficando progressivamente mais fraco.
Passeios mesmo que curtos, brincadeiras e estímulos são vitais para manter o bem estar; se não é possível mais realizar uma longa caminhada, faça duas ou três voltas curtas no decorrer do dia, incentive a movimentação e de preferência caminhe um pouco no sol da manhã ou fim da tarde. Será visível a diferença no comportamento do seu companheiro após algumas semanas.
Através de medidas simples podemos trazer um maior conforto para os cães durante o período mais frio do ano, minimizando o uso de medicações, promovendo a saúde e aumentando sua longevidade.

terça-feira, 31 de março de 2009

Agressividade ou dor crônica?

 

A dor crônica pode tornar os cães mais agressivos. Este é um problema comum relatado por proprietários que muitas vezes relacionam tal alteração a um problema de idade (por exemplo: "Agora que está mais velho ficou ranzinza e mal humorado... Vou tentar acariciá-lo ou brincar e ele ameaça me morder..."). 
Em geral, quando o animal possui um comportamento mais agressivo este se demonstra desde o início de sua vida.
Observando uma ninhada é possível, logo nas primeiras semanas de vida, identificar quais serão os filhotes mais submissos, os dominantes e os que tem uma maior tendência à agressividade.  Esta pode ser facilmente controlada com a implantação de um bom programa de socialização e adestramento, transformando-os em excelentes cães de guarda na fase adulta, extremamente fiéis ao dono e de fácil manipulação, já que estarão habituados a receber comandos.
Independentemente do relacionamento entre o dono e seu animal durante os primeiros anos de vida e do tipo de temperamento deste, muitas vezes com a idade mais avançada este se modifica, e na grande maioria dos casos isto ocorre de forma lenta e progressiva com a instalação de afecções decorrentes do envelhecimento. Dificilmente estas alterações são diretamente associadas a um processo doloroso.
A dor aguda é facilmente identificada, quem não percebe os ganidos repentinos, a prostração repentina, o parar de comer e beber... Enfim, é um evento evidente que leva o proprietário a buscar socorro rapidamente no veterinário para descobrir o diagnóstico e solucionar o problema de seu companheiro.
Porém, o cão com dor crônica convive e se adapta a ela, os sintomas muitas vezes são sutis, ele pode  parar de brincar,  de correr atrás de bolinhas, não sobe mais no sofá, dorme mais, não pede mais para passear com o mesmo entusiasmo, deita durante o passeio, não gosta mais de ser escovado, passa a rosnar e muitas vezes até ameaça morder o dono quando este vai pegá-lo no colo ou simplesmente fazer um agrado, enfim, estas alterações não representam na verdade nenhuma dor evidente e mais parecem estar relacionadas a uma alteração de humor pelo envelhecimento.
Após conviver e tratar inúmeros cães idosos com dores crônicas observei que esta não é uma verdade absoluta. Existem modificações nas atitudes dos cães com a idade, mas com relação a se tornarem mais agressivos... Eles na verdade estão tentando comunicar aos seus donos que sentem dor, muito provavelmente o tempo todo!!!
Dores provenientes de artroses nas articulações, dos chamados "bicos de papagaio" na coluna, atrofias, etc. são exemplos do que pode estar acontecendo, por este motivo é imprescindível que estes animais com o passar da idade tenham um check-up periódico com o veterinário, para que estas afecções possam ser tratadas. Embora a maioria delas não possua uma solução definitiva, existem meios para minimizar o desconforto.
Na fisioterapia existem uma série de recursos que podem ser utilizados para promover uma melhor qualidade de vida para cães idosos, sem efeitos colaterais e que auxiliam no convívio com a afecção já instalada.
É sempre uma surpresa agradável para os donos e para nós quando de repente aquele "rabujento" que só ficava embaixo da mesa resolve correr atrás da bolinha novamente... E então fica muito evidente que ele não tinha alterado seu comportamento, só estava tentando se comunicar.